Manuel Portela

A ESCRITA NÃO TOCA O MUNDO

A escrita cria o mundo que descreve. Na escriação materializa‐se o desejo da letra. E o sentido é uma alucinação do sujeito. Apontando para o mundo que escria, a escrita escreve‐se a si mesma. Retroalimentados pela escrileitura, mundo e sujeito tornam-se sintomas da letra. No toque da escrita começa a loucura.

Manuel Portela. Professor do Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É autor de treze volumes de tradução, destaca a Vida e Opiniões de Tristram Shandy, de Laurence Sterne (2 vols, 1997-98), pela qual recebeu o Grande Prémio de Tradução. É autor e web-designer do sítio DigLitWeb: Digital Literature Web <www.ci.uc.pt/diglit> (2005-2008).