Raquel Feliciano

A GRAVIDADE É UMA FORÇA FRACA

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O impulso criador deverá corresponder, como todo acto dialéctico e amoroso, a um esforço mais ou menos consequente para superar a mortalidade — a condição da nossa matéria densa e a efemeridade do que passa (inclui‐se aqui experiência, êxtase, beleza, vida…). Assumindo que por via de diversas ferramentas e caminhos se aspira a suspender a flecha do tempo, a superar a gravidade, a fixidez e a morte, que teimosamente se recusa a impossibilidade de aspirar às alturas do espaço infinito, trabalhando sobre a própria limitação em que nos situamos e a partir dela… assumindo tudo isto como uma verdade, tratarei de partilhar algumas ideias associáveis ao meu fazer em geral e a uma exposição em particular, na medida em que possam interessar para o tema em discussão. O conjunto de trabalhos que apresentei na F. C. Gulbenkian em 2008, que é a conjunção de três séries numa instalação única, acabou por tomar o título de um texto escrito ano e meio antes para arrumar ideias e entender relações entre as séries então em génese: A gravidade é uma força fraca.

© Raquel Feliciano

Raquel Feliciano (Caldas da Rainha, 1983). Licenciada em Pintura pela FBAUL. Frequentou a Universität der Künste (Berlim) como bolseira Erasmus. Das exposições destacam-se: 7 Artistas ao 10º Mês, F. C. Gulbenkian (2008), Projecto Rio, Moinho do Ananil, Montemor-o-Novo (2005)